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Posts arquivados em Maio 2001

Sendo cenário

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19 5 2001 0 00 00

 

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Você já parou pra pensar aonde que os programas musicais arranjam aqueles jovens que ficam na platéia, atrás do cantor? Saiba que a resposta é: faculdades de comunicação.

Semana passada apareceu um anúncio na frente da Com-arte dizendo que os estúdios da Trama iam fazer um programa de televisão, e quem quisesse ir participar era só falar com fulano. Como o cartazinho prometia que o Lenine ia estar lá (o Pedro Mariano e o Berimbrown também, mas isso não contava), mais que rapidamente resolvi entrar nessa, afinal um showzinho de graça não faz mal a ninguém.

Ontem eu cheguei na faculdade de manhã e não estava tendo aula, por causa de uma paralização. Fiquei enrolando a manhã inteira, até encontrar o pessoal que ia pro programa, subir no ônibus e ir pro estúdio. Eram umas trinta pessoas, que uma vez no estúdio foram levadas para uma salinha onde ficava a ralé. Em uma hora e meia de confinamento voluntário tivemos que assinar um contratinho cedendo nossos direitos de imagem para todo sempre para qualquer coisa que quisessem fazer com ela, e recebemos um lanchinho mixuruca. Depois de muito esperar, fomos levados em grupos de dez para o lugar onde seria a gravação.

As mocinhas do programa espalharam a gente em volta dos lugares onde os artistas iam tocar; eu fiquei num lugar bem no meio. Mais um pouco de espera sem fim e chegou o João Marcelo Bôscoli, agradecendo a todos, e dizendo que dentro em pouco os artistas iam começar a gravar, e que os artistas em questão eram o Pedro Camargo Mariano, o Berimbrown, e o Criminal.

A reação geral e unânime foi "E O LENINE?!". O Lenine teve problemas e não veio do Rio de Janeiro pra gravação desse programa. Todos se olharam com uma cara de vamos embora? Mas ficamos, só pra sofrer o martírio de Mariano.

É impressionante como o Pedro Mariano consegue ser chato. Em todos os sentidos figurados de chato, já que a barriga não permite que seja no sentido concreto. Ele começou a tocar as músicas chatinhas dele, cheio de uns trejeitos não só repetitivos como bem babacas mesmo. Ele tem mania de rolar os olhinhos quando está cantando, não é possível que ele ache que isso é bonito. E o pior é que várias vezes ele resolveu regravar uma música por causa de algum erro lá, o que só prolongava nosso tormento.

Sem falar que como animador de platéia ele tem uma bela voz. Tanto ele como o Berimbrown têm a "Fazendo música, jogando bola" no repertório, e o povo do programa teve a genial idéia de fazer os dois cantarem a música, um depois do outro, pra fornecer "dois pontos de vista sobre a mesma peça". Péssima idéia. O Berimbrown começou a tocar, e a platéia, que já estava começando a dormir babando no ombro do cara ao lado, acordou e se animou um pouco. Nada que resistisse ao efeito narcotizante do tio Mariano, que fez sua versão logo em seguida. Vendo isso, o diretor achou melhor os dois cantarem junto, o PM cantando a versão do Berimbrown junto com eles.

Realmente é um problema quando seus backing vocals são muito mais legais que você.

Nesse ponto já eram cinco e tanto da tarde. Todos nós tínhamos ido lá com a promessa de ir embora às cinco. Quem tinha como deu no pé. Quem não tinha ficou sendo rearranjado na platéia pra tapar os buracos deixados pelos que se foram.

O show do Berimbrown foi muito bom, o som que eles fazem é bem interessante. Infelizmente a isso se seguiram uma apresentação de drum’n'bass, e o Criminal. Nada contra eles em si, mas a essa hora tudo que eu queria era ir embora. Infelizmente isso estava aparente em todos, e o diretor fazia regravar as seqüências em que a platéia estava muito desanimada, pedindo que todos tratassem de fazer cara de que estava curtindo. Todos parafusavam os sorrisos na cara, torcendo que assim isso acabasse logo.

Finalmente às sete e meia da noite a gravação acabou, recebemos de novo o lanchinho do almoço, efusivos agradecimentos e um pedido para que viéssemos na gravação de mais programas. Hmm. Pode até ser. Mas espero que pelo menos o Lenine venha, então.

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17 5 2001 0 00 00

 

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Resolvi me tornar produtivo de repente, fiquei ontem até as três da manhã fazendo dois textos que eu devia ter feito semanas atrás. Hoje eu ainda revi os que já estavam prontos, organizei tudo e os submeti à apreciação do povo. Estou me sentindo very acomplished.

Um pouco de escuro

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17 5 2001 0 00 00

 

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Ontem eu fiz um esforço pra não fazer nada. Juro que fiz. Cheguei no apartamento e não movi um dedo para arrumar a bagunça acachapante do meu quarto. Não lavei um prato da pilha de louça. Ignorei tudo, liguei o computador e fui jogar Starcraft. Terminei uma missão que tinha deixado pela metade e comecei outra. Cumpri a missão, mas não gostei porque não tinha matado todos os inimigos, voltei, e uma hora depois estava sadicamente causando uma destruição desmedida quando The Powers That Be acharam que já estava bom, que eu tinha que parar com isso, e cortaram a energia do quarteirão.

Sim, eu penso que o mundo gira em torno de mim.

A primeira coisa que eu pensei foi "ué, o racionamento não começava só mês que vem?", para depois pensar que não devia ser nada tão drástico assim. E aparentemente não estava sozinho neste raciocínio, porque várias pessoas na rua e no prédio começaram a gritar "Apagão! Apagão!" quando a luz se foi.

E eu nem tinha salvado o jogo.

Mas enfim, nem escuro direito ficou, porque logo no quarteirão ao lado tudo continuava aceso, e só o luminoso da farmácia da esquina é capaz de iluminar o bairro inteiro. Ficou escuro só o suficiente pra não dar pra fazer nada.

É nessas horas que se pensa o que as pessoas faziam antes da eletricidade. O que resta para fazer? Não dá pra ver nada, ouvir nada, ler nada. Não dá nem pra sair do apartamento, porque o elevador não funciona.

Lá fui eu desenterrar as velas que estavam guardadas desde o ano passado. Depois de arrumar um canto confortável no meu desarrumado quarto, fiquei eu gastando a retina tentando ler à luz de velas - algo que aumentará para sempre minha admiração pelos monges copistas. Depois quando a luz voltou, ela parecia tão mais branquinha, tão mais clara…

Resolvi então usar meu tempo de forma útil, e fiquei escrevendo os textos pra Artigo Definido. Fiz um sobre palavras cruzadas e outro sobre a Trip. Fui terminar às três da manhã, com uma sensação de dever cumprido e a certeza de que não ia querer acordar cedo no dia seguinte.

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16 5 2001 0 00 00

 

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Eu sou Beck!

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16 5 2001 0 00 00

 

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Tenho que aprender a trabalhar aqui na USP. Desde que voltei a ter a vida de estudante desocupado meu poder procrastinador aumentou muito. A internê é mais forte do que eu…

Comprei três discos da Cássia Eller, incluindo o Acústico. Muito bom.

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15 5 2001 0 00 00

 

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Fui testar essa página no Netscape agora e ela não aparece do jeito que devia. Nem na versão mais novíssima de todas. Eu sinceramente espero que o Netscape morra.

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15 5 2001 0 00 00

 

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O chão está oficialmente funcionando! O primeiro texto novo já está no arquivo.

Tem gente que não desiste mesmo

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14 5 2001 0 00 00

 

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Ha, aqui estou eu de novo, começando a terceira edição do meu journal (eu não gosto muito dessa palavra, mas "diário on line" é muito pior).

Por que tentar de novo? Talvez a razão disso seja que na verdade o que eu queria era ter um domínio próprio (pra ter domínio sobra alguma coisa…), e na falta de coisa melhor pra colocar no site eu fico aqui colecionando abobrinhas.

Mas pense só, até que tem suas utilidades:

- Se você não me conhece, pode vir a conhecer através disso aqui;

- Se você me conhece e gosta de mim mas não me vê faz tempo, você pode ficar sabendo o que estou fazendo;

- Se você me conhece, gosta de mim e me vê, você pode ler pra saber o que eu escrevo a seu respeito;

- Se você me conhece mas não gosta de mim, você pode ler e ter assunto para várias conversas insidiosas, até que você engasgue no próprio veneno, morra e seja enterrado numa vala comum.

E o que me faz pensar que dessa vez não vai acontecer o mesmo que aconteceu com o último journal? Bem, considerando-se que desta vez eu estou gastando dinheiro nessa brincadeira, o mínimo que eu posso fazer é tentar escrever sempre que possível. Para não deixar o site completamente abandonado, de qualquer maneira, eu coloquei um blogger na página de entrada, pra eu dar sinais de vida e dizer inutilidades menores, que não dariam assunto pra uma entrada própria.

Bem, por enquanto é só. Logo eu ponho algo novo. Você pode ir lendo os textos que eu escrevi anteriormente, desde 1998, nos links brancos aí à esquerda.