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Posts arquivados em Agosto 2001

Segundos

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12 8 2001 0 00 00

 

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um dois três quatro cinco seis sete oito nove dez onze doze treze catorze para quem só teve umdoistrês
fiquei rindo por mais trezentos
vibrando mais oitenta e seis mil e quatrocentos

Gozado, né?

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10 8 2001 0 00 00

 

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E o pessoal da Editoração surta de novo, e fica a manhã inteira ouvindo músicas dos anos 80. Conga conga, Uma barata chamada Kafka, e até a música perva da Angélica, Vou de táxi (Sinceramente, se uma menina que é só se tocar tomando banho começa a se lembrar do beijo de um menino cujo nome ela nem sabe não é pervice, nada mais é.).

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7 8 2001 0 00 00

 

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E por que a UOL passou quatro longas horas hoje com uma foto do Jorge Amado sem camisa na página inicial, havendo tantas fotos mais bonitinhas para colocar dele, será um mistério para sempre.

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7 8 2001 0 00 00

 

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Não aguento mais os olhares vesgos do Guma que foi foi foi e da Lívia que vai vai vai para a lua permanentemente cheia de Porto dos Milagres. Encheção de linguiça em novela é dureza.

Jorge morrido

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6 8 2001 0 00 00

 

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Quem deixou o Jorge Amado morrer? Hein? Eu que não dei permissão.

Estou eu matando tempo e neurônios assistindo a novela das sete quando aparece a chamada do plantão da Globo, e a Fátima Bernardes diz assim, sem mais nem menos, que ele morreu.

Que droga.

O primeiro livro dele que eu li de verdade foi o Capitães da areia, na oitava série. Gostei muito, foi mais simples do que eu pensava, e a história te segura, mesmo. E eu que achava que não permitiriam livros desse tipo na biblioteca do Imaculada.

Uns anos depois eu peguei o Tieta do Agreste para ler. Eu vinha folheando o livro desde que fizeram a novela, já tinha lido a última página dizendo sobre a placa da praça milhões de vezes, mas chegar até a última página passando pelas seiscentas que vêm antes que são elas. Pois eu peguei, li, li, li, li, li… Fui chegando no fim…

E descobri que estava faltando o penúltimo caderno do livro.

O clímax acontecendo, a história acabando, e a história dava um salto, para quase o fim. Eu fiquei zureta. Saí catando notas de um cruzeiro em casa (que deviam valer menos que cinco centavos), botei tênis, peguei um busum, fui até a biblioteca municipal, consegui encontrar a Tieta na prateleira, sentei no chão e só levantei quando terminei o livro. É impressionante como a última página é mais comovente quando você leu a história inteira.

E agora ele morreu. Tadinha da Zélia Gattai.

De onde a Globo vai tirar as tramas das novelas das oito agora?

O dono da editora que publica ele deve estar fazendo o maior esforço pra segurar o sorriso. Ele vai vender horrores.

E sexta o Globo Repórter vai com certeza ser sobre o Jorge Amado.

Espero que não façam nenhuma homenagem estilo Gente Inocente no Criança Esperança.

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3 8 2001 0 00 00

 

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Retificação de matrícula é uma coisa engraçada. Os alunos ficam super inseguros com seus requerimentos. "Este texto está bom mesmo? Tem certeza? O que eu ponho? Tem que escrever muito?" E o pessoal da secretaria lá, avaliando os textos. Eles não percebem o poder que têm.