Daqui não passa
 
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Posts arquivados em Dezembro 2001

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10 12 2001 0 00 00

 

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Deu no Terra, sobre uma premiação de arte:
O prêmio de 20 mil libras (US$ 28.700) foi dado ao artista conceitual Martin Creed por sua obra polêmica: uma sala vazia com uma luz que acende e apaga automaticamente.
E esse povo ainda tem coragem de ficar chocado que a Madonna falou palavrão na cerimônia de entrega.

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5 12 2001 0 00 00

 

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Agora que eu estou quase de férias e tenho que ficar na USP mesmo, estou indo nadar todo dia às cinco da tarde, quando saio da Com-Arte. Você fica se sentindo tão saudável! Pretendo ficar todo fortinho e bronzeado. Natação é um esporte bom porque você não sua, e não tem como parar no meio da piscina, você tem que se esforçar e chegar no outro lado de qualquer jeito. E ainda dá pra tomar banho no vestiário e economizar uns kilowatts em casa.

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4 12 2001 0 00 00

 

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Depois de ir aprender a usar perfume no Guia do Homem (e esbarrar com um banner do Amelia lá, vai entender), encontrei esta manchete: Letícia Spiller participa de desfile beneficente em prol da Casa dos Artistas. Fui ler, e a Casa dos Artistas em questão é uma entidade em prol dos velhinhos artistas. Só não consegui decidir se esta coincidência de nomes é boa ou ruim pra eles.

As árvores de papel crepom não morrem

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4 12 2001 0 00 00

 

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Se tem algo que minha mãe ensinou bem para a gente (entre outras coisas, é claro, mãinha, não vai ficar brava) é a gostar de Natal. Ela sempre fez questão de fazer tudo que a ocasião pede lá em casa, porque ela não tinha Natal na casa dela quando ela era criança.

No sábado ela já tinha montado a árvore de Natal na sala de casa com a Ana Paula - uma de mentira, em contraste às de verdade que a gente montava na minha infância, que vinham na lata de óleo, cheiravam bem, pinicavam, enchiam a sala de folhinhas e, uma semana antes do Natal, começavam a ficar marrons. A Ana Paula provavelmente vai ser que nem uma amiga minha, que diz que monta a mesma árvore de Natal todo ano desde que nasceu, a vinte e tantos anos atrás.

Eu montei a minha hoje, entre o Jornal Nacional e a Casseta & Planeta.

A árvore foi algo que eu fiz questão de ter quando me mudei de São Paulo. Assim que começou dezembro eu juntei o pseudo décimo-terceiro que eu recebia na escola de inglês, fui andar na Teodoro Sampaio e encontrei uma árvore artificial de um tamanho que me agradava. Como eu não podia colocá-la na mesa única da sala, eu levei a minha cômoda até lá, o que causava o pequeno problema de ter que ir à sala para buscar minhas roupas. Apesar de que chamar meu apartamento de pequeno é elogio, então não causou tantos incômodos. Este ano ela ficou em cima do microondas-armário, uma adição recente. Durante o resto do ano ela fica dobrada debaixo da minha cama.

Este ano felizmente veio um reforço de enfeites de Natal lá de casa, porque os que eu usei nos dois anos anteriores (que também são refugos de Natais anteriores campineiros) já estão começando a ficar desbotados. Este ano eu tenho várias bolas brancas para pendurar. No esquema moderno de penduração, é claro: enfeites de plástico que já vêm com lacinho e que não quebram. O que aconteceu com os bons e velhos tempos, que a gente amarrava os enfeites com linha de costura, e quebrava uns dez por ano?

Decorar uma árvore de Natal é uma atividade que requer mais ciência do que parece. Você deve colocar enfeites no lado que fica virado para a parede? Se sim, não vai estar desperdiçando enfeites? Se não, não vai ficar vazio se alguém olhar de lado? Aqueles três enfeites bonitos, devem ficar embaixo, sozinhos mas meio desaparecidos, ou em cima, cercados por vários outros, mas visíveis? E como encher as áreas vazias eficientemente? E como encontrar os galhos certos que preencherão estes espaços, quando o galho baixar com o peso do enfeite?

Eu queria colocar alguma coisa na porta, mas tenho medo que roubem. De qualquer maneira, o teste disso vai ter que ficar para o ano que vem, porque este ano eu estou sem um tostão furado do avesso para comprá-lo.

O que não precisa com o dinheiro que não tem

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2 12 2001 0 00 00

 

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Estacionamento: Em processo de expansão, o shopping de Campinas está construindo um estacionamento novo com vários andares em cima de grande parte do velho; até este ficar pronto, nós, pobres consumistas, ficamos sem nenhum. Ficamos eu e mãinha a seguir sacolas até arranjar uma vaga - no sol. Quando voltamos, horas depois, a maquete do sistema solar que a Ana Paula tinha feito e deixado no carro tinha derretido, o que nos permitiu jogá-lo fora sem remorso.

Renner: Saindo do provador, encontro meu caminho barrado por um tiozão que exibia-se numa bermuda de surfista para a mulher, filhas, vizinho, concunhada e passantes. Ele mostrava a pança e falava "Mas eu não estou velho demais para usar isso?!". "Não! Magina!", dizia a platéia. Pena que ele não pediu umas opiniões sinceras.

Lojas Americanas: Uma menininha vai correndo para o vovô e lhe acerta um socão inocente entre as pernas. Vovô amoroso nem xingar pôde, coitado, ainda mais com vovó ali.

Ainda nas Americas: Entramos no furdúncio numa procura desesperada pelo CD de Natal da Simone (já que o que a gente tinha desapareceu) quando um cara grita "COMO ASSIM, VOCÊ TÁ GRÁVIDA?". A namorada, sem saber onde enfiar a cara, dizendo "…calma, calma, é o seguinte… ". Imagino como que foi a estratégia dela pra contar o fato: "Olha só, achei aquele CD que estava tocando naquele dia que a gente dormiu junto. Falando nisso, tô grávida. Eu também adoro o CD do Porto dos Milagres…".

Saindo das Americas: Observamos uma menina que exibia sua calcinha branca através de um top e uma calça de redinha, indo para o caixa de mão dada com a mãe. Ficam várias questões preocupantes: a) que tipo de pessoa inventa uma roupa de redinha que não esconde nada; b) que tipo de pessoa faz uma roupa dessa em versão infantil; c) que tipo de mãe coloca essa roupa na filhota para dar uma voltinha no shopping.