
Que fique aqui registrado que toda a redação da Recesso parou o que estava fazendo, aproximou suas cadeiras da TV e ficou assistindo, enfeitiçada, à Laura contar pro Ubaldo, na Celebridade, as verdadeiras razões de seu ódio pela Maria-Clara-Diniz. E ficaram com o coração na mão quando a Alessandra “Musa do Verão” Negrini era expulsa da propriedade por uma Maria-Clara-Diniz mais jovem e fake que só aparecia de costas, dublada pela Malu Mader. Eu adoro esse trabalho.
A necrofilia da arte: agora resolveram lançar um DVD com entrevistas e apresentações da Cassia Eller. Problema: ele só vem em conjunto com o CD póstumo dela, Dez de Dezembro. Inconveniente pra Andréia: ela já tinha o disco, mas queria o DVD. Economia minha: comprei o CD extra dela por dérreal. Felicidade: o CD, como eu já sabia de ouvi-lo em Floripa, é ótimo; ainda me comovo cada vez que ouço “No recreio” e, principalmente, “All Star”.
Nunca pretendi ser nenhum mestre do javascript; sempre que as coisas prontas da Macromedia não funcionavam, tive que pesquisar, reinventar a roda, fuçar nos códigos várias vezes e, depois de muitos testes frustrados, conseguir o efeito que queria. Mas sem jamais me preocupar em decorar os mil comandos para um dia ser capaz de criar meu próprio código. Por isso que sinto tanto orgulho (e me surpreendo um pouco) quando dá certo. Como agora, que consegui fazer o drop-down de links ao lado funcionar e abrir os links em janelas novas. Sim, depois de quatro anos de site, meu coração amoleceu e eu resolvi colocar links pros sites amigos. Não, Cynthia, eu não colocarei comentários jamais nos meus textos.
A Marina estava me contando hoje sobre quando fez um perfil com a Luana Piovani para uma revista. Em certa altura, perguntou a ela qual era a parte de seu corpo que ela gostava menos. A resposta: "Minhas unhas". Fantástica. Nem o povo que diz que seu maior defeito é ser dedicado demais consegue bater essa.
Acho que deve ser um efeito normal do começo do ano. Todo mundo na Recesso voltou das coletivas de dieta. Eu não tinha decidido fazer uma, mas o remorso por comer chocolate agora ficou tão intenso que eu acabo entrando na onda junto.
A Pri, minha chefinha, resolveu não só fazer natação e ioga na hora do almoço junto a mim (a primeira de terça e quinta, a segunda de quarta e sexta), como também fazer capoeira três vezes por semana: cansou de ser popozuda, quer voltar à forma que tinha quando era dançarina.
A Alice foi num nutricionista e agora tem toda uma programação alimentar que a está fazendo perder peso. Vão as duas comer juntas, e o que a Ali pega, a Pri pega também. O Claudio também resolveu emagrecer, e engrossa a horda dos almoçadores frugais. Como no refeitório os alimentos são todos descriminados por seu valor nutritivo (sinal verde praquilo que pode-se comer até sair pela orelha, sinal amarelo praquilo que se deve comer moderadamente, e sinal vermelho pra todas aquelas coisas gostosas e calóricas que fazem a vida mais feliz), na dúvida, não nos permitimos ultrapassar o sinal. E dá-lhe alface, gelatina e escarola refogada.
Mas o pior mesmo é o resto do dia. Parece que o ideal é comer de duas em duas horas, mas nada engordativo. Dá quatro da tarde, a Pri pergunta pra Ali se já deu o horário de comer, a Ali diz que sim, e a Pri puxa uma barrinha de banana passa da bolsa, e come aquilo como se fosse a coisa mais dilissa do mundo. Eu, com fominha, tenho vontade de descer e comer um milkybar, mas fico com vergonha, então me resigno a comer uma barrinha de cereais. Nas noitadas trabalhadoras, então, antes eu me recompensava com um biscoito recheado ou uma caixa de Bis. Agora? Magina! Olho pros papeizinhos laminados azuis, sorrindo maleficamente pra mim, e, sim, como outra barra de cereais.
Por enquanto, mantendo todos no gancho do remorso calórico, as coisas têm corrido bem, não temos perdido academia, e as gorduras estão sumindo. E eu ouço horrorizado as histórias de dietas das meninas, como a vez em que fizeram a dieta da USP, e daí passavam um dia comendo só tomate, outro só presunto, outro só alface… Vamos ver até quando dura.
Completando as reformas movidas pela energia do Ano Novo, acabei de colocar no ar a edição do Rabisco com o novo lay-out. Está diferente, mas não tanto que descaracterize o site; apenas resolvi eliminar a coluna de notas e o link para o fórum, já que ambos viviam às moscas. Apenas essas mudanças e uma mudança na fonte de apoio já causou mudanças grandes e trabalhosas no site (conforme ia fazendo a edição, ia me lembrando de mais gifs que teriam de ser refeitos…), mas agora a missão está cumprida, e eu estou muito mais satisfeito com o Rabisco.
Eu acho que a Rita Lee tá ficando meio gagá, mas ela ainda tem tiradas ótimas. Agorinha, no programa de comemoração dos 450 anos de Sampa:
São Paulo não pode parar, porque não tem estacionamento; ela é uma cidade feia e suja, mas quem disse que eu sou limpa e bonita?
Dia em Araraquara, revendo a família depois de duas longas semanas de separação. Tarde e noite de programas "tatinhos", primeiro ficando quatro horas na sala assistindo aos episódios da última temporada de Star Trek: Voyager com o Danilo, depois indo com ele no cinema ver O albergue espanhol, que por milagre estava em exibição aqui na Morada do Sol. Ótimo filme, aliás. Dá vontade de morar em república, principalmente se ela ficar em Barcelona e mais cinco pessoas de lugares diferentes da Europa morarem lá. E aquela cena da aula de flamenco vai pra minha lista da cinco cenas mais sensuais de todos os tempos.
Cacau: Gente, cês tão sabendo da última? Parece que tem uma garota de programa no Big Brother!
Marcio!: Ih, Cacau, essa é velha, a gente tá sabendo disso desde ontem…
Cacau: Mas parece que eles já tinham anunciado que iam colocar uma garota de programa dentro da casa antes do programa começar…
TODA A REDAÇÃO: HEEEIIIINN??? Conta, conta!!
Cacau: Minha mãe que me contou…
Aqui no trabalho é o lugar ideal para se discutir as coisas realmente importantes…
A idéia já vinha na minha cabeça há algum tempo, mas a decisão de colocá-la em prática surgiu repentinamente, conforme várias contas e peças caíam e se encaixavam durante as compras de Natal. "Se eu segurar as pontas na viagem de Ano Novo, há de sobrar alguma grana do meu décimo-terceiro; eu recebo a primeira metade do salário dia 5, logo depois da volta da viagem; tanto mais tanto, dá pra comprar uma cama de casal".
Fui pra Floripa com essa idéia na cabeça, voltei disposto a colocá-la em prática. O modelo eu já tinha escolhido faz tempo: uma cama baixa da Tok & Stok, chamado Japan. Há mais de ano que eu visitava a T&S sempre que podia, só pra ter certeza de que o modelo não tinha saído de linha inda, e ficava namorando, registrando os preços…
No primeiro domingo do ano eu fui pra loja descobrir como faria para tornar o projeto realidade. Peguei o catálogo, anotei as medidas e os valores, fui pro shopping, descobri quanto custava a roupa de cama, e voltei pra casa. Analisando as possibilidades todas, decidi que a melhor opção era fazer em três vezes a cama. Fiz então que nem manda a Casa Claudia: marquei as medidas no chão pra calcular direitinho a área que o móvel vai ocupar (na falta de fita crepe, como manda a revista, foi com linha de costura mesmo, o que tornou tudo mais complicado e encheu o chão do quarto de linha vermelha).
Descobri então que não tinha como fazer a cama caber sem mudanças radicais na posição dos móveis. Fui eu então mudar minha big estante de parede sozinho (o que implica tirar toooodos os CDs e livros das prateleiras, mover a estante só com meu toddynho, e guardar toda aquela cultura de volta), depois o armário e a cômoda. O teclado dançou e foi pra debaixo da cama no outro quarto.
Com o lay-out do quarto decidido, segundona fui comprar a cama na loja. Terça de manhã comprei sete metros de extensão telefônica pra poder puxar meus e-mails do outro lado do quarto, para onde tinha ido o computador. Terça à noite corri pro shopping comprar roupa de cama. Descobri que a Tok & Stok faz camas pra colchões de 148 x 200 cm, que só ela faz, assim as pessoas compram o colchão e os lençóis lá dentro. Mas, como os lençóis eram muito mixos pro preço que a T&K cobrava, eu bati perna até encontrar um jogo de lençóis em preço módico e um endredon em promoçãozíssima que servissem. Voltei de ônibus arrastando isso tudo atrás de mim. Mas a trabalheira não tinha acabado ainda; ainda fui desmontar a cama e transferi-la pro outro quarto, no que o Moicano felizmente me ajudou.
Dia seguinte, às sete e meia da manhã, o interfone toca: estavam entregando a cama. Eu tinha pedido que entregassem cedo, mas não imaginava que seria tão cedo assim. Dois caras subiram com colchão e peças, e em meia-hora juntaram tudo na minha big caminha tão sonhada. Assim que foram embora, eu coloquei os lençóis, travesseiros e endredon novos, olhei bem, deitei na cama e fiquei rolando de um lado pro outro (duas voltas!!) mó tempo, todo bobo e contente.
Existe toda uma parte lúdica na cama de casal; não só poder dormir na diagonal, como sugeria a Kika. Agora, toda vez que eu vou dormir, eu posso escolher que lado da cama vou dormir, ou se vou ficar no meio mesmo; por enquanto estou alternando os lados, pro colchão amolecer por igual. O modelo da cama permite apoiar uma luminária no canto da cabeceira, portanto agora voltei a ter o prazer de ler antes de dormir e daí apagar a luz logo antes de cair no sono, sem levantar.
Além da mudança estética que a cama causou no quarto, também tem o lado organizacional; deixar a cama desarrumada chama tanto a atenção agora que eu não consigo mais ir embora sem arrumá-la. Estando a cama arrumada, por que não arrumar o resto? Faz duas semanas que meu quarto vive na mais santa ordem.
Me sinto tão gente grande agora que eu comprei uma cama de casal, com minha própria grana… Nada como prestações pra te colocarem na vida adulta.