Daqui não passa
 
Busca

Posts arquivados em Julho 2004

Arquivado em notas |
26 7 2004 0 00 00

 

Lido 7 vezes


 

Sem comentários »

No final de dezembro a Carolzinha me deu um cofre de porquinho da Imaginarium de amigo secreto. Ontem ele chegou ao limite de sua capacidade de guardar moedinhas, e perdeu a vida pelo lucro do dono, como todos os de sua espécie, cerâmicos ou não. O saldo: R$ 7 em moedas de um, R$ 33,50 em moedas de cinquenta centavos, R$ 24,50 em moedas de vinte e cinco centavos, R$ 21,80 em moedas de dez, R$ 6,70 em moedas de cinco, mais R$ 0,16 em moedas de um, para um total de R$ 93,66. Meu porquinho deu a vida para que eu fosse ao show da Macy Gray. E vocês não fazem idéia de quanta fuligem junta dentro de um porquinho em seis meses.

Lermano, Litoubrou e Litousis

Arquivado em textos |
25 7 2004 0 00 00

 

Lido 11 vezes


 

Sem comentários »

Conheço muitas histórias de irmãos que apenas calharam de cair na mesma família. Que estão eternamente em conflito, que não confiam uns nos outros, que talvez até fossem mais felizes se não estivessem ligados por esse laço que nunca deixa de existir, por mais que você finja que não existe.

Meu caso é totalmente o oposto.

Eu tenho dois irmãos (um gêmeo) e uma irmã. E tenho o prazer de dizer que, se a gente fosse um pouco mais comercial de margarina, estragaria.

Obviamente que a gente discorda. Temos discussões e vontade de esganar uns aos outros volta e meia. Mas a conexão sempre está lá. Quando não tiver mais pra quem correr, com certeza meus irmãozinhos vão estar lá pra mim. Eles me compreendem e me aceitam exatamente como eu sou (algumas vezes, até melhor que meus pais). Gostam de estar perto de mim, e eu gosto de estar junto deles, tanto que às vezes passamos o domingo inteiro sem sair de casa, só fazendo coisas uns com os outros - vendo filme, jogando computador, brigando um pouco…

Danilo me acompanha desde o útero. A gente sempre esteve junto, estudou junto, compartilhou amigos de alguma maneira, criou os mesmos hábitos. Nossos gostos acabam sendo muito parecidos. Descobrimos os gibis juntos, jogávamos RPG juntos. Às vezes tentamos não gostar de algum cantor ou cantora que o outro descobriu e gostou, mas inevitavelmente um acaba pegando pra ouvir o disco e descobre nele o que o outro tanto gosta, daí já era. No Cotuca, até passamos a estudar na mesma classe, e daí além de tudo andávamos exatamente com os mesmos amigos. Já andamos quilômetros e quilômetros um do lado do outro voltando pra casa.

Muitas vezes eu me preocupo de ele carregar alguns estigmas por minha causa, mas infelizmente não tenho muito o que fazer a respeito. Curiosamente, para dois irmãos gêmeos, nossa intimidade é muito menor do que eu gostaria, mas suponho que tem algumas coisas da minha vida que ele prefere não saber ou ficaria constrangido de perguntar, e respeito isso. Mas sei que Lermano é sempre a fonte de sábios conselhos, e discuto as filosofias da vida e do espírito com ele, que se dedica a isso muito mais do que eu.

Danilo é um dos caras mais CDFs e talentosos que eu conheço. Estuda piano o quanto for necessário até achar que a música está boa (para o desespero do Anselmo), toca violão para animar festinhas, e ainda pinta. Está terminando um quadro fora de série que eu encomendei pra ele, de uma gueixa. Conta histórias excelentes dos plantões que dá noite adentro. Ele é um dos pilares da minha fundação.

Anselminho é tão querido que eu não tenho opção a não dar uns tapas nele de vez em quando. Ele é quatro anos mais novo do que eu, e sempre brigou mais comigo do que com o Danilo (até porque pra brigar com o Danilo tem que fazer um esforço tremendo). A gente saiu no tapa milhões de vezes, se xingava, não suportava um ao outro, puxava cabelo, a mãe tinha que ir resolver as brigas. Até que o Anselmo foi fazer intercâmbio nos EUA, na família em que o Danilo tinha ficado. Quando ele voltou, depois de ter pastado um bocado lá, estava outro.

A gente continua brigando, e volta e meia Mãinha tem que estabelecer o veredito. Mas isso é o de menos. Litoubrou no fundo é também um dos meus grandes amigos. Está sempre a par da minha vida, até de coisas que a princípio não conto pro Danilo. Até porque ele sabe que o que ele perguntar eu conto, e faz uso disso volta e meia. O pirralho, quatro anos mais novo que eu, me dá conselhos sobre a vida amorosa, e me põe os pés no chão quando as paixões e despaixões me deixam nas nuvens. Trocamos figurinhas sobre filmes, e eu me divirto atazanando-o sobre seu corintianismo.

Ele também volta e meia me pede conselhos, que eu tento dar no melhor das minhas capacidades. Jamais vou me esquecer dele, sabendo tudo o que sabe sobre mim, me perguntando como devia proceder em questões espinhosas de sexo com uma mina. Sou o orgulhoso guardião de planos futuros seus confessados, e me orgulho muito de Litoubrou por tudo que ele é. Está fazendo Jornalismo, vai ter que correr atrás de emprego que nem eu fiz, mas tenho certeza de que vai fazer o que gosta, bem, e fazer bonito na vida.

Aninha chegou tarde na família, e por consequência, sendo doze anos mais nova que eu e a única menina entre os marmanjões todos, é a rainha da casa. Essa menina em meros doze anos já enfrentou mais leões que nós três juntos, e já seria uma alegria por simplesmente ser. Apesar de tomar uma injeção todo dia, para ajudar no crescimento, ela mantém um bom humor descomunal, sendo capaz de rir montes de qualquer besteirinha que a gente fala. Sempre me deixa comovido e bobo quando eu chego em Campinas e ela me mostra o quanto sente saudade de mim.

Quando ela era menor a gente sacaneava ela de várias maneiras, dizendo por exemplo "Ata ata ata, a Ana Paula é legal", ou esticando um controle de videogame até atrás do computador para ela pensar que estava jogando um jogo qualquer com a gente e nos deixar em paz. Agora ela não é mais boba e isso não cola mais. A mina sabe de cor as músicas do Chico Buarque todas, que canta com os irmãos sem que suas amigas entendam qual é a graça. Qualquer momento que a gente toca violão, fazemos questão de cantar "Anna Julia", trocando o refrão por "Ana Paula", obviamente. Adora fazer programas com os irmãozãos, principalmente ir no cinema; foi assistir Diários de Motocicleta e puxou o ronco, assistiu Piratas do Caribe e morreu de medo, mas não desiste.

Às vezes eu paro pra olhar nós quatro no quarto, falando abobrinha, jogando computador enquanto o outro lê, e simplesmente curtindo o fato de estarmos juntos, e penso que isso não deve existir em muitos outros lugares. Somos capazes de irmos apenas os quatro assistir a um filme no cinema, e nos divertir à beça. Tenho três porta-retratos meus com eles no meu quarto, e terei tantos mais quantas forem as fotos inspiradas que tirarmos juntos. Mais do que qualquer outra pessoa, os três sempre vão estar lá pra mim pra tomar conta e me puxar a orelha, e eu amo todos do fundo do coração..

Arquivado em notas |
22 7 2004 0 00 00

 

Lido 3 vezes


 

Sem comentários »

Feliz aniversário atrasado para mim!

Arquivado em notas |
22 7 2004 0 00 00

 

Lido 3 vezes


 

Sem comentários »

“You scream, you learn”
    - Alanis Morissette, “You Learn”

“O que não mata engorda”
    - Ditado popular

“Só se perdoa quem não se ama”
    - Chico Buarque, ópera do Malandro

“I’ll surrender to the strawberry icecream”
    - Counting Crows, “Accidentally in Love”

“Mentira”
    - Chico Buarque, “Samba do Grande Amor”

Festa trash

Arquivado em textos |
17 7 2004 0 00 00

 

Lido 40 vezes


 

Sem comentários »

Desde que o pessoal da minha faculdade me apresentou à Trash 80s, ela tem sido um dos meus programas preferidos. Conheço muita gente que não gosta dela, que chega até a ter medo dos freakazóides que curtem passar a noite dançando os sucessos de 20 anos atrás (incluindo o repertório infantil), mas eu me divirto. O clima lá é MUITO pra cima, a paquera rola mas nunca é barra-pesada, e, muito importante, eu consigo cantar junto a maioria das músicas.

Assim, quando chegou a hora de escolher o local para minha festa de aniversário, eu não pensei mais que cinco segundos pra decidir que seria lá. Até pensei em procurar outros lugares, porque queria comemorar com outros aniversariantes colegas meus, mas quando fechei só com a Dani, ela não se opôs nem um pouco a uma festa lá, e assim fui eu feliz e contente combinar minha festa.

Um dos planos era fazer uma festa fechada, plano que não durou mais de um dia. Seria necessário garantir cem convidados, senão pagaríamos a diferença. Apesar de ser alguém bem bacana, eu não queria confiar tanto na minha popularidade, ficar preocupado com o número de convidados no dia da minha festa, e correr o risco de sangrar uma grana no fim da festa, então optei por comemorar na balada normal mesmo, com desconto para aqueles que chegassem até a hora marcada.

A festa já começaria bem porque meus irmãozinhos queridos Danilo e Anselmo (também conhecidos como Lermano e Litoubrou) mais a Natashy, namorada do Anselmo, garantiram a presença e chegaram no sábado à tarde. Se alguém acha que ser gêmeo é ruim porque você não tem nunca um aniversário só para você, saiba que para um gêmeo (ou, pelo menos, no meu caso) passar o aniversário sozinho sem o tatinho é muito triste. Meus últimos trêss aniversários tinham sido longe do Danilo, e foi mó bom tê-lo aqui comigo pra minha festa.

Outra grata surpresa foi descobrir que a Priscila estava escondida aqui em Sampa a semana inteira, e, aliás, precisava de abrigo aqui em casa para o final de semana. A gente não conseguiu sair na sexta à noite, mas ela pernoitou aqui de sexta pra sábado, e estava a postos para engrossar a fileira dos sentados na minha festinha. Edu Kawasse também estava em Sampa, e passou em casa pra saírmos todos juntos pra balada.

As instruções diziam pra gente chegar antes da meia-noite pra conseguir entrar na Trash 80s com o nome na lista. Eu fiz todos os que estavam comigo chegarem lá às dez da noite, só pra descobrir que liberavam a entrada apenas depois das onze. Fizemos hora num boteco do lado, onde Du Kawasse e Anselmo encararam um colesterol em forma de sanduíche. Pouco antes das onze fomos pra fila, e eu tive a honra de ser o primeiro admitido da noite.

Todos os meus convidados tinham o exíguo período entre onze e meia-noite para entrar na fila do nome na lista, e, para meu orgulho, a maioria conseguiu. O pessoal da facu, o pessoal do trabalho, foram todos. Cynthia Miranda chegou com Dani Tovs, e achou que eu e meu irmão não tínhamos nada a ver um com o outro. Du Gomes foi lá sozinho e abandonado, e me deu o imenso prazer de sua presença. As Renatas e o Zé chegaram pouco depois, mas deram uma de migué, entraram na fila apesar do segurança, e conseguiram entrar. Já Louis chegou dez minutos depois e teria que encarar a megafila de duas horas pra entrar, desistiu e perdeu a festa, infelizmente.

Anselmo foi pra Sampa achando que essa festa seria um grande mico, e acabou sendo o que mais se empolgou. Os DJs (que já deixam avisado na parede que não são jukebox) estavam particularmente inspirados e tocaram todos os grandes crássicos: Sydney Magal, Rosana, Luan e Vanessa, Gretchen, Ritchie, Madonna, Cyndi Lauper… a lista é grande. Mas juro que nunca vi Litoubrou pular tanto (junto com a namorada) como quando começou a tocar "Lua de Cristal", da nossa rainha Xuxa. Ele saiu de lá dizendo que foi a melhor balada que já tinha ido na vida.

Não tem nada melhor do que comemorar seu aniversário rodeado por pessoas amigas, que podiam estar em qualquer lugar, mas foram lá apenas porque você os chamou. Me senti muito querido, mesmo, e feliz da vida. Não houve nada que estragasse a imensa alegria da noite. Cheguei a um quarto de século, e comecei esse novo ano com o pé direito.

Arquivado em notas |
16 7 2004 0 00 00

 

Lido 3 vezes


 

Sem comentários »

Cris: O Macaco Loco que criou as Meninas Superpoderosas.
Ali: Como assim?
Mô: O professor Utônio que fez elas, mas elas têm poderes porque o Macaco Loco, que era mascote dele, mexeu no experimento.
Pri: Que revelação! Bota na capa da Recesso!
Eu: Peraí, as Meninas Superpoderosas são artificiais?
Mô: Sim, o Utônio que fez elas.
Eu: Quer dizer que elas não têm umbigo?!?

Arquivado em notas |
8 7 2004 0 00 00

 

Lido 2 vezes


 

Sem comentários »

Cynthia: Uma vez, quando eu estudava no colégio franciscano, a professora pediu que eu iniciasse a oração. Daí eu disse, “professora, eu gostaria que fizéssemos uma reflexão sobre o que é oração. Segundo a doutrina espírita, o silêncio é um tipo de oração! Portanto, eu gostaria de convidar meus colegas a compartilhar comigo um minuto de silêncio, para que cada um possa fazer seu contato com Deus e assim orarmos todos de uma maneira nova.” A professora respondeu, “Já comigo para a diretoria!” Eu era meio da pá virada…

Marcio!: Era meio da pá virada, Cynthia?

Resteffen: Era da pá virada, guria?