Stop the madness!!
Benzadeus, eles estão por toda parte. Se eu ver mais um bonequinho de Papai Noel subindo escada pendurado nesta cidade, vou começar a depredá-los.
Benzadeus, eles estão por toda parte. Se eu ver mais um bonequinho de Papai Noel subindo escada pendurado nesta cidade, vou começar a depredá-los.
Ontem, inocentemente, liguei para meu irmão gêmeo para saber um endereço, e ele me conta que está de cama porque pegou dengue. Primeiro, para a leve revolta dele, eu comecei a rir e perguntar se ele tinha esquecido de virar seus pneus e de colocar terra em seus vasos de planta. Depois, se não teria sido mais prático ele ter pego o Praga em vez do Dengue. Muitos minutos depois, quando a idéia de que gente como a gente pega dengue assentou, ele me contou como descobriu sua enfermidade. Depois de dormir muito em vários plantões, ele foi pra faculdade, e as pessoas perguntavam “nossa, você tomou sol?”. Não, respondia ele. “Hmmmm, então será que você não está com dengue?” Depois que a terceira pessoa fez esse interrogatório, ele resolveu fazer um exame de sangue e descobriu que realmente estava com dengue. Nessa hora, eu mandei parar tudo. Só entre médicos essas falas são plausíveis. Com o resto da humanidade, a resposta para “Não tomei sol” seria “Puxa, mas parece!”, sem jamais pensar em dengue.
Durante sua visita ao meu apê, minha querida irmãzinha Ana Paula me disse que, segundo o Anselmo, ela podia exclamar “bucéfalo!”, porque não era um palavrão, mas sim o nome do cavalo de Alexandre, o Grande. Pois consequentemente ela pode adicionar a seu vocabulário, agora, as exortações “caráfalo!“ e “filho-da-púfala!”.
Que mané Pan, que mané vaia. Notícia mesmo é isso aqui.
Não sou dos puristas que querem proteger a língua portuguesa da influência estrangeira e quer tirar os “SALE!” das vitrines. Mas comecei a perceber como se misturam as línguas sem a menor parcimínia. Começou quando vi que o xampú que estava usando tinha um novo fator chamado “Queda Control”. Não “controle de queda”, ou “hair loss control”. Depois, comprando xampú pro Lampinho, vi um que se chamava “Pulgoff”. Andando de bicicleta, trombei com uma banca chamada “Cazuza’s Banca”. Tudo isso pra ficar plus trés chique.