
The tomato is technically a berry and thus a fruit, despite an 1893 U.S. Supreme Court decision that declared it is a vegetable. (John Nix, an iimporter of West Indies tomatoes, had brought suit to lift a 10 percent tariff, mandated by Congress, on imported vegetables. Nix argued that the tomato is a fruit. The Court held that since a tomato was consumed as a vegetable rather than as a dessert like fruit, it was a vegetable.) “Best Bite of Summer,” by Denise Grady, July 1997.
Ontem a Heinz, fabricante de maionese, retirou do ar um comercial que veiculava no Reino Unido, em que mostrava dois homens se beijando. E não passava de um selinho.
Particularmente eu acho que o anúncio é um erro conceitual: o salto de raciocínio que ele exige dos telespectadores é tão grande que com certeza a maioria não entendeu a “sacada”. A idéia é que a maionese é tão saborosa que você ia se sentir como se tivesse um tiozinho de lanchonete em casa. Mas, primeiro: quem é que realmente quer isso? Depois, a situação das crianças se despedindo da “mãe” antes de ir pra escola, culminando na despedida do casal, é obviamente interpretada como uma família alternativa, não como uma dona de casa de chinelinho metamorfoseada num sanduicheiro pelo poder da maionese.
É uma mensagem extremamente surreal e difícil de compreender - me lembra o comercial de Lux Luxo em que a Andréa Beltrão aproveitava a chuva repentina enquanto andava num conversível para tomar um banho de banheira. Não devia sequer ter sido feito, mas por causa da mensagem trocada que ele transmite, não por dois homens se beijarem ou não.
O clamor contra o comercial veio de pais que de repente se viam na situação de ter que explicar para os rebentos que homens também podem se beijar, que nem papai e mamãe fazem. Não que os pimpolhos a tenham visto entre um bloco e outro de Pokémon; na Inglaterra não se permite que comerciais de maionese sejam exibidos durante programas infantis (não querem que as crianças fiquem com vontade de comer algo assim, pouco saudável). Apenas mais um sintoma de que, apesar de grandes avanços, a hipocrisia persiste mesmo por lá: tudo bem os infantes verem três tiros por minuto, mas esconjuro que dois homens possam ter uma vida conjugal com filhos.
Um dos assuntos mais anedóticos quando se fala da história do cinema são os Rocky-Hudsons: os atores que eram gays mas pagavam de héteros para o público. As assessorias de imprensa do mundo do entretenimento garantem que as preferências de suas celebridades fiquem sempre razoavelmente escondidinhas da mídia; para todos os efeitos, nos últimos 30 anos nenhum ator de sucesso é viado. A civilização ainda não está preparada para que um ator saia do armário sem perder seu marketing value (mas este momento não está tão distante assim…). Depois que eles saem dos holofotes, perdem a “proteção”, e daí as biografias como Carmen podem dizer quem saía com quem sem causar comoção nenhuma.
Não devia causar comoção nunca. Felizmente o mundo está caminhando na direção em que Dora, que amava Lia, que amava Léa, vai causar tão pouco espanto quanto Dito, que amava Rita, que amava Dito. O Guardian, sempre tão bacana, faz matérias estilo “3 casais mostram como reformaram sua casa” em que um dos casais calhava de ser de dois homens, sem um remark que fosse no sentido de que eles fossem de qualquer maneira diferentes dos outros casais. E, mesmo lá, como se vê, tem gente que se incomoda com mixaria.
Já num país em que o Richarlyson sente que tem que se proteger de qualquer insinuação sobre com quem dorme (como dizia um professor meu na engenharia, as pessoas deveriam se preocupar não com quem a gente dorme, mas com quem a gente fica acordado), a mídia ainda trata homem com homem e mulher com mulher como se fosse algo extremamente chocante. Há três anos que a cada final de novela fica um suspense se o personagem gay vai beijar ou não - algo sempre reservado para o final da novela, quando ninguém vai poder jogar uma queda de audiência nas costas das duas bichinhas. Se a Globo já tivesse tirado isso do caminho com o Juninho de América, não ia ter que ficar com medo hoje em dia de perder o troféu do primeiro beijo gay em horário nobre brasileiro para Os Mutantes - o que seria, na minha opinião, lamentável para os gays enquanto gênero humano.
Empresas de comunicação: enfrentem logo o efeito zoológico! Ele, como tudo, passa. Com essa atitude, beijos gays logo não terão sequer a habilidade de vender maionese, e o mundo será um lugar melhor e mais tolerante por causa disso. E comerciais serão retirados do ar por suas reais falhas de comunicação, não pelo desconforto de pais preguiçosos.
Para quem quiser ler mais sobre os efeitos da homossexualidade (ou não) em diferentes tipos de celebridades: “We’re still not a very tolerant society”.
Continuando com as coisas que fariam o Anand feliz: como seria o mundo se o Google comprasse tudo.
Depois disso, o sertão vai virar mar, o dia vai virar noite e Plutão vai virar planeta. Consta que os representantes dos espólios dos Beatles (ou seja, os advogados de Paul McCartney, Ringo Starr, Olivia Harrison e Yoko Ono Lennon) estariam negociando com a Activision (produtora do Guitar Hero) e com a MTV Games (produtora do Rock Band) para licenciar o catálogo da banda para um vídeo game. Pode parecer estranho, já que os Beatles são conhecidos por não liberarem suas músicas para coletâneas nem colocaram seu acervo no iTunes, mas nem tanto quando se considera que eles deixam qualquer um fazer um cover de suas músicas. Talvez a maior dificuldade seja os quatro mesmo chegarem num acordo. Quando isso acontecer, o mundo provavelmente estará queimando em labaredas infernais, mas o Anand estará jogando feliz com um sorriso no rosto.
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23 6 2008 13 04 16
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Tags: audiência, estatísticas, relatórios, seo
Agora com o site overhaul (sobre o qual hei de escrever com mais detalhes depois), estou cheio de ferramentas de SEO para trazer honestamente visitantes para esse site. Coloquei o Google Analytics aqui para saber de onde vêm as pessoas. Depois de 24 horas, estas são as cinco buscas que trouxeram cinco visitantes ao Chão:
Dessas todas, a única que eu não consigo entender como pode se relacionar com o que eu escrevo é a do gato…
Essa coisa da arte contemporânea de que não basta ser bonito, tem que “ter idéia”, me incomoda desde que eu me tomei conta disso. Texto de catálogo de exposição sempre me soa como um blablablá no mínimo pretensioso, quando não me parece que estão disfarçando uma mediocridade por trás de uma linguagem rebuscada e frases propositadalmente labirínticas.
Raro uma obra que me atraia tanto pela idéia quanto pela estética… A última exposição do Trevor Paglen conseguiu esse feito. Para The Other Night Sky, ele passou dois anos fotografando satélites espiões que o governo dos EUA jura que não existem. As fotos do céu, tiradas com longa exposição, já são bonitas por si só (como essa ao lado). E o conceito… Ele afirma que está fazendo uma releitura contemporânea do que aconteceu com Galileu Galilei: assim como o astrônomo viu por telescópio os satélites de Júpiter, e as autoridades simplesmente diziam que aquilo que ele via (e mostrava!) não existia, Paglen usou os telescópios para fotografar satélites - cuja existência as autoridades também se negam a reconhecer. Mas estão lá para quem quiser - e souber - ver. Fora de série.
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20 6 2008 14 12 25
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Tags: celebridades, empregos, futuro do jornalismo
Extraído dos debate “What do we do with celebrity news?”, da série Future of Journalism, do Guardian, que estou acompanhando avidamente:
Celebridades de primeiro time como Wayne Rooney ou Kylie têm um círculo extendido de mais ou menos 5 mil pessoas que dependem deles para manter seus empregos e sobrevivência, sejam fotógrafos, motoristas ou chefs. É uma força global. As pessoas só precisam ler sobre a vida alheia porque vivemos numa época em que ninguém conhece o próprio vizinho. Celebridades são uma moeda cultural que preenche essa função.
Um experimento muito interessante: dontclick.it. Uma interface inteira em que tudo funciona sem que seja necessário clicar em lugar nenhum. Vanguarda do design? Não acho. Mais para o tipo de experimento que se faria lá no MA Graphic Design. Mas muuuuito bacana anyway.
A revista Time selecionou os 50 melhores sites do ano, e abriu a votação para que seus leitores escolham os melhores da lista. Muitos sites bacanas mesmo, vale a pena percorrer a lista. Quase tão interessante é essa análise de como esses sites fazem dinheiro. É o Google dominando o mundo do advertising online…
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18 6 2008 2 44 06
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Tags: ingenuidade, marketing viral, pipoca, vídeo
Certas influências ficam para sempre. Gui Bittencourt um dia me demonstrou como a tenacidade de nossos polegares opositores fica menor se seguramos um celular. Por conta disso, eu acreditei que o vídeo dos celulares que fazem estourar pipoca era verdade e até fiz um post sobre isso. Pois eis que Cris me abriu os olhos, poucas horas depois, de que o vídeo não passa de um marketing viral de uma empresa americana (na verdade, vi agora, eles até falam a respeito disso). Paguei de ingênuo internético. Meu cinismo com relação ao mundo aumentou mais um pouquinho. E a culpa é toda sua, Gui.