
As respostas para tudo que foram hit nessas minhas últimas semanas de NI:
Semanas felizes com pessoas que se encontraram. Vão deixar saudade.
Liguei a TV e surgiu no Multishow um daqueles clipes que serão emblemáticos dessa década: “Star all over”, com Miley Cyrus (ela faz a Hannah Montana, para aqueles que não sabem. Não sabe quem é a Hannah Montana? Trate de acompanhar o Disney Channel!). Em 20 anos, os adolescentes vão ver esse vídeo de uma menina louca, de calça vermelha e colete de tachinha, com os suspensórios inúteis caindo da cintura, tirando fotos de qualquer coisa na rua, dançando a Macarena com astronautas, cercada de dançarinos que surgem do nada e tentam ser cool, e vão se perguntar como é que ninguém se dava conta do ridículo. Eu sei exatamente como é. Há 20 anos eu achava Bervely Hills 90210 a coisa mais bacana do mundo.
p.s.: O mais impressionante é que os anos podem passar, mas o plot(?) de vídeos teen continua basicamente sempre o mesmo.
Nas minhas navegações por aí, me deparei com essa página que explica como reconhecer roupas Armani falsas. Nada surpreendente nem simples para não-iniciados: sinta se o tecido é bom, veja se as costuras são boas, conheça as cores das etiquetas Armani e, se o corte for muito radical, desconfie porque Armani é clássico.
Pois bem, servindo como utilidade pública para se constranger pessoas metidas a besta, aqui vai uma dica passada para mim por Cacau Tyla, minha ex-chefinha, incapaz de comprar falsificações, sobre como se reconhecer bolsas Louis Vuitton falsificadas: os padrões de bolas LV verdadeiras são sempre absolutamente simétricos, o que causa um desperdício de couro absurdo e, consequentemente, torna o produto mais caro. Portanto, se alguma exibida estiver ostentando uma bolsa cuja estampa é meio torta, ou está descentralizada, ou com um logo inteiro numa extremidade e pela metade no lado oposto… pergunte em que lojinha da 25 de março a embestada comprou.
Um cientista maluco com planos para dominar o mundo. Um super-herói boa-pinta que sempre aparece para estragar os planos do vilão. Uma mocinha inocente apaixonada pelo herói e cobiçada por seu aqui-inimigo.
Clássica história de super-herói.
Agora, conte a história do ponto de vista do vilão e, só para deixar tudo mais divertido, faça disso tudo um musical. Aí você terá Dr. Horrible’s Sing-along-blog! Criado por Joss Whedon (criador de Buffy, The Vampire Slayer) para se ocupar durante a greve dos roteiristas, é um exemplo de como se pode usar os clichês de um gênero para se criar algo novo e interessante - e engraçado e, mais chocante ainda, inteligente. Veja tudo. O final tem surpresas guardadas. E use o closed caption (é só passar o mouse por cima da tela e apertar "cc"), que facilita muito na hora de acompanhar as músicas.
Li recentemente o Long Tail, do Chris Anderson. Fiquei muito empolgado com o conceito e realmente acho que ele não pode ser mais ignorado - o que, infelizmente, ainda acontece muito, principalmente aqui no Brasil. Seguindo o conceito de que a cauda longa fica mais grossa quando se elimina fatores limitantes como o transporte e o espaço físico, realmente faz todo sentido que a Amazon invista num e-reader como o Kindle. Há quem ache que, como o público leitor é reduzido - a maioria das pessoas não lê sequer um livro por ano, e os maiores devoradores de livros são mulheres com mais de 50 anos - ele já conquistou todo o público que poderia conquistar. Eu, particularmente, apostaria que ainda vai crescer muito, assim que o preço cair. Um e-reader decente e cool poderia conquistar todo aquele mercado de jovens que têm que comprar livros inteiros para ler só um capítulo para a faculdade - e fazem os lucros dos xerox de CAs de todo o Brasil.
Eu com certeza adoraria ter um para baixar livros imediatamente, ao invés de esperar semanas para que um chegue das estranjas até minha casa. Supondo-se, obviamente, que eles liberariam a venda online overseas, o que, muito para minha irritação, não acontece para a música. O iTunes não tem ainda loja brasileira. E a Amazon só permite vendas nos EUA.
Eu quis comprar online o disco de covers do October Project no site da Amazon, e não pude porque estava no Brasil. Levado ao crime pelas grandes corporações, cheguei até a procurá-lo nos torrents da vida, mas não encontrei. Tive que pedir para um amigo meu que mora nos EUA comprar lá e me mandar por e-mail. Tanto esforço para algo que devia ser tão simples. A gente quer dar nosso dinheiro para eles e eles não deixam.
Depois que a H2OH fez tanto sucesso e conquistou shares e mais shares do mercado de refrigerante, a Ambev lançou o Guarah. Eu juro que tentei gostar, mas não consegui. Acho que o comentário mais acertado com relação à novidade veio do Tales de Menezes, da VIP: “A ciência evoluiu a tal ponto que conseguiram inventar um refrigerante que eu não consigo beber. Esse Guarah parece guaraná misturado com água!”.
Sem falar que aquele comercial com os olhinhos de guaraná é uma das coisas mais creepy que eu já vi.
Hoje, choque dos choques: a Coca-Cola revelou um pouquinhozinho da sua fórmula. A razão? Com a tendência de coisas saudáveis e naturais, os marqueteiros acharam por bem dizer que a Coca não contém sabores ou preservantes artificiais. Num mercado em que o povo cada mais bebe chá e outras coisas “naturais”, querem convencer que a Coca - com sua clássica e vaguíssima lista de ingredientes composta de água gaseificada, açúcar, cafeína, ácido fosfórico, colorante caramelo e “sabores naturais” - também são naturebas. Acho que o que eles não consideram é que o que atrai à maioria das pessoas que gostam de Coca é que ela é do Wyrm mesmo e pronto.
Todo designer que se preza tem OJERIZA pela fonte Comic Sans. Como ela vem no pacote do Office, qualquer mané que quer deixar seu texto/trabalho/banner/whatever mais engraçadinho vai lá e tasca a Comic Sans no texto. Para profissionais que se dedicam a escolher a melhor tipografia para cada trabalho, que sabem que “tanto faz” a fonte, só se for o nariz deles, e reparam como tem fontes que aparecem por toda parte sem o menor propósito para tal, que se utilize tanto a Comic Sans é razão para, como diria a Rachel, vomitar de esguicho.
O que não é razão para não propagar esse vídeo abaixo. O roteiro é SENSACIONAL, humor fino que pode ser entendido mesmo por não-designers - basta você ter usado computador por mais de um ano para reconhecer as fontes de que se fala. Não é um inglês muito simples e não tem legenda, mas mesmo assim, assista!
Depois, para compreender melhor como funcionam os designers, visite Ban Comic Sans.
Fora de série. Esse povo da ThinkGeek inventou este simpático recarregador de celular movido a vento. Perfeito para quem anda de bike muito, como eu, recarregar seu celula enquanto desce a ladeira. É algo que quase me faria levar meu celular comigo para onde quer que eu fosse. Quase.
Sim, existem pessoas que se preocupam em proteger seus computadores de todo o conteúdo safado que existe assim de graça ao alcance de todos na internet. E, para essas pessoas, existem filtros antipornografia. Como se divulga um produto como esse? Nunca tinha pensado a respeito, mas uma companhia alemã fez essa campanha abaixo, que eu achei genial (juro que procurei o link dessa empresa, mas não encontrei). O único problema é o slogan - inocência é algo que a internet perdeu faz tempo, e não tem como voltar.
Há pouco mais de três anos e meio, o primeiro cartaz que eu vi em solo britânico, na fila do visto do aeroporto de Heathrow, foi do musical Mamma Mia!.
Há mais ou menos três, a Déia foi passar uma semana lá em Londres e ficou hospedada na minha casa. Como ela não podia ir embora sem ver um musical, eu disse a ela que escolhesse qual queria ver, e, entre as opções que havia, ela escolheu assistir ao do Abba. Comprei nossos ingressos na half-price stand e lá fomos nós.
Sim, Mamma Mia! é praticamente uma desculpa pra você ouvir as músicas do Abba; os arranjos parecem tirados de um karaokê; apesar de não ser um prodígio de narrativa, a história consegue usar bastante bem as canções (de maneira bem melhor do que o We Will Rock You, por exemplo); e mais importante que a capacidade de atuação dos atores são seus tanquinhos.
Não importa. Quando a peça acabou, eu, a Déia e todos os presentes estavam felizes.
E é por isso que eu mal posso esperar para ver Mamma Mia!, o filme. Sim, é o mesmo fiapo de história; sim, a crítica já reclamou que as cenas não passam de transições entre uma canção e a próxima; sim, há de ser uma overdose de Abba. Não importa; dia 15 de agosto, eu hei de sair do cinema feliz!